Com a morte de minha mãe, venho 
sofrendo de neurose depressiva.

Há alguns anos que não me dirijo a V. Exa. e, se hoje o faço, é pela necessidade de umas palavras esclarecedoras que me conduzam a ver melhorada a minha saúde.

Desde ..., com a morte de minha saudosa mãe, que venho sofrendo duma "neurose depressiva".

Vim a ... em ..., e consultei especialistas em doenças nervosas, tendo regressado a ... sem que estivesse curado do mal que ainda infelizmente se arrasta.

Não obstante a assistência médica que tive, sempre em ..., ditada por clínico geral, a verdade é que continuei a ter manifesta perda de peso com todas as conseqüências resultantes dum sofrimento físico e psíquico.

De novo em ..., desde fins de ..., já me entreguei a especialista em nervos e prossigo o tratamento que me foi prescrito. Preocupações espirituais, desânimo, carência de reações positivas, marcada apatia a tremura das mãos são sintomas que diariamente continuam dominando a minha vida.

Do que fica dito, concluirá V. Exa. da razão desta minha carta e ficarei aguardando me preste os conselhos que entender prudentes, sendo de me referir que os exercício da minha profissão (guarda-livros bancário) em grande parte também concorreu para o meu mal, pois de considerar é que a tarefa, além da responsabilidade inerente, imprime apurada preocupação para o cumprimento da mesma dentro das condições em que a exerço, quase sempre cerceadas de elementos totais de trabalho, infelizmente.

Não desejo terminar esta carta sem me referir, Senhor Presidente, ao que se passa com minha filha mais velha, ..., casada com ..., e mãe de uma filha com ternos quatro anos de idade.

De há algum tempo a esta parte vem a minha filha, de 28 anos de idade, sendo vítima de notória irritabilidade, em grande parte traduzida por perturbação espiritual, certo medo (sobretudo à noite) e o desejo, mais saliente, de falar o mínimo possível.

Fora de dúvida que se sente outra, e necessita bem de se ver liberta da letargia em que se encontra para que o espírito, agora conduzido a preferível silêncio, se desperte para a indeclinável missão que cumpre à minha filha desempenhar na caminhada da vida, qual a de esposa, mãe e funcionária.

Não há, felizmente, aspectos materiais a considerar como possível justificação do abaixamento espiritual que é notório, existindo, sim, causa outra a dominar o que se passa e a cujo esclarecimento estas linhas traduzem a razão de ser.

 

Os males psíquicos não se tratam com drogas farmacêuticas.

Os males psíquicos não se tratam com drogas farmacêuticas, mas com a observância às regras disciplinares de conduta constantes do capítulo "Síntese dos Princípios Racionais", do livro Racionalismo Cristão.

Toda obra editada pelo Centro Redentor tem finalidade didática. Nelas aprendemos a viver racional e cientificamente, e adquirimos a consciência de que devemos ser práticos e objetivos em nossas atividades materiais, orientando-as no sentido do progresso, da independência, mas com os olhos voltados para as coisas espirituais, uma vez que a vida terrena é transitória e a espiritual eterna.

Sabem os esclarecidos que a morte não existe. Nunca a criatura humana fica tão livre como quando de desprende da matéria (principalmente se não fica estagiando na atmosfera terrestre), e ascende ao seu mundo de luz. Só a ignorância humana induz as criaturas ao desespero pelo cumprimento de uma das sábias leis espirituais: a desencarnação.

O senhor, lamentavelmente, se filiou a esse número, ao deixar de encarar com entendimento e compreensão da vida o desprendimento da matéria (não a morte) daquele espírito que na última encarnação foi sua genitora, e que voltará a encarnar, dentro em breve, também em obediência a essas mesmas leis.

Que vale o conhecimento do Racionalismo Cristão — que é uma Doutrina sem dogmas e sem mistérios, que tudo desvenda, que tudo explica e esclarece — quando não se põe em prática os seus ensinamentos? Se o senhor se tivesse firmado solidamente neles, e procedido como criatura esclarecida, e não como um ignorante da verdade , não lhe haveria faltado, em nenhum momento, a fortaleza de ânimo, característica dos Racionalistas Cristãos autênticos, e jamais teria tido necessidade de internação em clínicas psiquiátricas, para enfermos do espírito, onde sabidamente não se fazem curas pelo emprego de drogas, que atuam no corpo, mas não no espírito, senão aparentemente, já que a verdadeira cura — sabem-no os esclarecidos — exige a remoção da causa, que é de natureza espiritual e não física.

Sua digna filha sofrer do mesmo mal, isto porque em seu lar predominou, a exemplo do que vem acontecendo com o senhor, a assistência do astral inferior, e não do Astral Superior.

Como o senhor, também ela foi e continua a ser vítima dessa perturbadora e enfermiça assistência espiritual, até quando se decidir a esclarecer-se, estudar (não ler) as obras editadas pelo Centro Redentor, e a por em prática os seus ensinamentos.

Convençam-se o senhor e ela de que pelos pensamentos que irradiamos nos religamos às correntes do bem ou do mal. Isso é infalível como todas as leis naturais, aceitem-nas ou não a vaidade e a ignorância humana, sempre pretensiosas.

Entre as necessidades maiores, está a Limpeza Psíquica, como prática indispensável da higiene da mente, que as criaturas esclarecidas fazem questão de preservar.

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