Males psíquicos.

Luiz de Mattos

Os males psíquicos, as enfermidades psíquicas, têm uma causa externa a qual precisa ser conhecida por aqueles que tratam dos enfermos, para que haja eficiência no tratamento.

Uma criatura obsedada, avassalada, exige a máxima atenção e muita calma por parte daqueles que com ela convivem ou dos que estão encarregados de normalizá-la. Calma e energia, mas energia espiritual, devem ter aqueles que têm de estar junto do enfermo. Um obsedado não se cura com condescendências. Não se deve condescender com a sua obsessão. Mas a energia empregada para com o obsedado deve ser de valor e ação, e não e nunca aquela que deixa transparecer irritação. Fazer com que o obsedado venha a si, com que ele passe a normal, é trabalho custoso, mas conseguível, quando a obsessão é recente. O ambiente é tudo para um obsedado. Havendo ambiente de irritação, de sacrifício e desânimo, o obsedado sofre toda a influência dessa situação espiritual. É preciso que as criaturas encarem tudo na vida com naturalidade, em particular, as enfermidades psíquicas. Não tenham receio, nem medo, nem pavor daqueles que são enfermos psíquicos, porque a enfermidade psíquica não pega. A influência astral inferior que se exerce sobre o obsedado afasta-se pela calma, pela energia e pela ação sempre cristã de todos para com o enfermo.

Nada de receios, nada de pavor, porque, como já dissemos, não é uma enfermidade que contagie. O enfermo deve ser tratado com atenção especial por parte daqueles a quem está entregue e disso se trata no capítulo XVIII do livro Racionalismo Cristão. Não devem, pois, as criaturas se religarem mentalmente com os obsessores do enfermo. Precisam todos estar bem ao par do que encerra a obra Racionalismo Cristão. Estando os seres ao par daquilo que essa obra encerra, é pôr em prática os seus ensinamentos, como já dissemos, e criar-se um ambiente de calma, paz e harmonia. Afastada a má assistência dos enfermos, o que se efetua nas limpezas psíquicas, restam apenas os vícios adquiridos antes e durante a obsessão. E essa parte tem grande importância na cura dos obsedados. É na educação, é na corrigenda dos maus hábitos e vícios que se deve exercer toda a energia, toda a força de vontade para que o enfermo não atraia novos obsessores. É preciso ter o seu espírito sempre ocupado em coisas úteis, para impedir que se entregue de novo aos maus hábitos.

Aprendam a curar os enfermos da alma, a curá-los pela ação enérgica e espiritual, a curá-los pelo ambiente que devem criar em redor deles, a curá-los com a noção nítida daquilo que fazem como criaturas já esclarecidas.

Os males psíquicos desaparecerão quando as criaturas forem esclarecidas, quando elas tiverem noção do valor do pensamento, do valor da lei de atração, quando tiverem em si próprias desenvolvidas as energias para a defesa contra as correntes perturbadoras originadas pelos obsessores.

É preciso, portanto, esclarecer a humanidade para que se livre dos males psíquicos e para que possa viver com saúde e em paz.

Uma vez esclarecida a criatura, convicta do que é como Força e Matéria e do que vale o pensamento, saberá estar dentro da corrente do bem, não mais se deixará avassalar nem obsedar. 

 

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