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Namoro e noivado, os estágios preliminares

Lília Rodrigues de Paiva

Todos os anos, no dia 12 de junho, comemora-se o Dia dos Namorados, data essa que atende muito mais ao mercantilismo do que ao consenso do próprio ato do namoro como precedente de ato que poderá realizar-se no futuro, que é o matrimônio.
Evidentemente que essa fase, por ser muito bonita e pertencer muito mais à juventude, deve ter a importância esclarecida aos jovens por seus genitores. Estes devem ensinar-lhes que não é apenas o desabrochar de uma paixão, é também o limiar de toda uma transformação hormonal em que os seres, já na busca de um parceiro, encontram-se na essência como homem e mulher, características estas baseadas nas leis naturais e universais, onde imperam o amor, o respeito, o carinho, que são bases sólidas para se formarem pares perfeitos.
Hoje em dia vemos a juventude um pouco despreparada para tal, porque, através da mídia, enxergam a libertinagem, e não a liberdade, e com isto provocam na maioria das vezes situações para que não estavam preparados, devido à falta de responsabilidade que deveria ser colocada para eles por parte de quem os está conduzindo. Muitos julgam os namoros "à moda antiga", como "caretismo", conforme a linguagem dos próprios jovens, mas não vêem que naquela época a juventude era mais sadia, responsável nos seus atos, havia limites nos horários para sair e chegar, era mais astuta, pois não se deixava levar e nem ser induzida por terceiros em atos e usos de coisas indevidas. E hoje?
O propósito deste artigo é levar ao conhecimento dos jovens que dia dos namorados é sempre todo dia, enquanto for o namoro, porque depois vem o noivado e essas duas etapas são fatores preponderantes para que esses namorados conheçam um ao outro. Claro que ninguém conhece ninguém a fundo, mas quando se aguça o fator psicológico, que habita em cada um de nós e que é também um atributo ligado ao raciocínio e ao pensamento, oriundos estes do espírito, podemos muitas das vezes enxergar claramente o que vai na alma daquele que será nosso parceiro ou parceira. Por isto é necessário que durante essas fases as criaturas devem analisar os atos de cada um, porque eles falam mais alto e mostram o que realmente o ser irá expressar. E quando existe a amizade, que é uma extensão do amor, aí então tudo se torna mais fácil, pois esses sentimentos levam os parceiros a idealizar, a empreender, a construir, a edificar tudo aquilo que será necessário para um matrimônio sólido e perfeito.
Como pais e mães, devemos levar os mais altos níveis de conceito matrimonial aos nossos filhos que estão caminhando para essa fase, ensinando-lhes que um matrimônio não é apenas uma certidão assinada perante um juiz, vai muito além, pois é um compromisso assumido universalmente perante todas as leis, sejam terrenas, sejam as Leis Naturais e Imutáveis às quais tudo está sujeito. E é exatamente desse ato consolidado com respeito, amor e responsabilidade que advirão, nos lares formados, a encarnação de espíritos de vários mundos e categorias, que tudo apostam, ao encarnar, naqueles pais que deverão conduzi-los na trajetória pelo mundo terreno.
Portanto, não queremos aqui dizer que condenemos o namoro ou que é proibido amar, ao contrário, queremos incentivar os jovens a um namoro mais sadio, mais responsável, com lisura, com moral ilibada, sabendo-se amar em toda a extensão da palavra, considerando os parceiros, um ao outro, como almas gêmeas e sempre lembrando que estão neste planeta escola para seguir todas as diretrizes dentro dos parâmetros que só a natureza pode oferecer a todos que tentam conhece-la na sua vasta extensão. Portanto, pelo Dia dos Namorados, parabéns a todos aqueles que amam de verdade e sabem levar a sério essas preliminares, namoro e noivado, pois serão elas o edifício de bases sólidas de um matrimônio perfeito, e sendo perfeito saberão que amar é jamais ter que pedir perdão, redimir-se de um ato mal praticado ou de uma palavra mal falada que venha magoar a pessoa amada.

(A Autora é Presidente da Filial Belo Horizonte, MG)


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