Universos feminino

Ely Ramos, Antônio Gurjão Praxedes, Antônio Lobo, Rose Monteiro, Silvia Urbani,
Alexandra Toledo de Aguiar Hirano, Marcia Henriques, Soraya Alves e Maria Cristina Silva Pereira.

O mês de março é marcado por data muito especial no Brasil, por conter o Dia Internacional da Mulher.

Temos ciência de que o espírito (a partícula de Força que se utiliza do corpo humano para fins de evolução) não é classificado segundo o gênero masculino ou feminino. Mas, ao reencarnar, decide a respeito do gênero que vai adotar.

A opção por reencarnar como mulher pressupõe a intenção da maternidade, pois é o corpo feminino que vai conceber e permitir o desenvolvimento de um novo corpo que servirá para que outro espírito evolua.

Mas a responsabilidade inerente à maternidade não se resume apenas ao processo de procriação. Vai muito além dos cuidados com a higiene e alimentação e inclui a educação, o desenvolvimento moral, a formação do caráter da prole. Afinal, os filhos serão os adultos de amanhã.

O esclarecimento sobre a vida espiritual, a firmeza de pensamento, a serenidade nas ações se fazem necessários para garantir o sucesso no cumprimento dessa nobre tarefa.

Nem sempre os caminhos seguidos pelo espírito encarnado o levam à constituição de uma família, mas, com certeza, as características femininas mais apuradas, como a docilidade e a sensibilidade, podem levá-lo a prestar grande contribuição para a tão necessária evolução espiritual da humanidade, seja colaborando para a educação de seus sobrinhos, por exemplo, ou exercendo a função de babá, médica, professora, enfermeira entre tantas outras.

A existência de uma data específica no nosso calendário para a comemoração do Dia Internacional da Mulher, deve nos conduzir a uma reflexão sobre o importante papel que cabe aos espíritos encarnados em corpos femininos para alavancar a evolução espiritual da humanidade. Esta data nos faz refletir sobre a frase: "Ela é o centro onde tudo gira".

Nos dias atuais, encontramos mulheres assumindo cargos de grandes responsabilidades nos mais variados campos da atividade humana. A mulher vem conquistando o seu espaço dentro da sociedade, mostrando o enorme valor que possui, mas, somente depois de muitas lutas e sofrimentos.

Sem jamais se esquecer de que dela depende a continuação da família, instituição básica da sociedade, que deve ser sustentada sob a luz do amor e da moral cristã. Para isso ela analisa, sente e ama.

Para a mulher todas as questões, perguntas, problemas são fáceis de interpretar e resolver, ninguém consegue entender como ela consegue abranger tudo tão facilmente. Ela é sensível, consegue ver todos os ângulos pelo lado do amor, principalmente quando já está na fase da maternidade.

Age com moderação na forma de educar, de aconselhar, melhor aindam quando se tem o conhecimento da espiritualidade, ou seja, conhece-se com Força e Matéria.

Da diplomacia feminina depende, em muito, o equilíbrio dentro do lar, a luta contra a desordem, o avivamento dos atributos espirituais, os exemplos de dignidade e valor moral. Assim, ao lado dos relevantes serviços prestados à sociedade, a mulher deve ter sempre em mente, como função primordial, a formação do caráter daqueles que estão sob sua responsabilidade, empregando toda a sua coragem, aptidão, inteligência e intuição na formação de homens e mulheres capazes de colaborar na construção de um mundo melhor.

Nos dias atuais, poderíamos já destacar este FEMININO com letras maiúsculas, tamanho é este UNIVERSO delicado, frágil, intuitivo por natureza, perspicaz, belo e corajoso!

Se voltarmos não tantas décadas pelo tempo já dariam alguns bons livros recheados ao rememorarmos os feitos e méritos alcançados por muitas mulheres.

Aquelas que souberam ser inteligentes, sábias, evoluíram com as oportunidades e com o avanço que o mundo foi desenvolvendo. Algumas, no entanto, por falta de espiritualização, infelizmente confundiram a liberdade com a libertinagem, mas, a esta parcela o plano depurador que é o mundo Terra dará novas chances nesta ou em vindouras reencarnações para que compreendam o sublime e importante papel da mulher frente ao que o seu próprio espírito escolheu. As sábias, entretanto, na sua luta constante são muitas, pois, sabendo valorizar-se, dão o melhor de si sempre!

Para aquelas que ainda pensam que é difícil dar conta de todo recado, deixamos nossas palavras amigas para que não esmoreçam, mas se espelhem em exemplos dignos que a História nos mostra de fortaleza e galhardia de vários espíritos em corpos femininos que enfrentaram momentos muito difíceis em suas encarnações para nos abrirem caminhos mais profícuos neste presente!

As mulheres não precisam medir forças com o homem, elas podem trabalhar, cuidar do lar, dos filhos e do marido sem precisar perder a sua feminilidade que tanto encanta. No século em que estamos já assumem até mesmo a responsabilidade de governar um país, como é o caso do Brasil, que não é o primeiro no mundo a passar por esta experiência!

Quanta sabedoria pode o mundo colher de mulheres que sabem viver! Quantas lições de valor podem elas deixar aos seus filhos, netos e por aí afora.

Devemos todos saber como acompanhar o ritmo em que caminha o mundo, mas sem perder os princípios de que ser mulher é uma escolha de grande responsabilidade que o espírito pode fazer para cumprir sua tarefa no mundo Terra onde, em cada nação, elas são direcionadas de acordo com os seus costumes ou por suas escolhas como, por exemplo, na Europa: as mulheres em sua grande maioria optam por estudar, estabilizar sua vida material e, somente após tudo isso, formar família, ter filhos e por aí vai.

Fato muito comum é as vermos serem mães entre os 40 e 45 anos e, muitos, questionariam se elas estão fazendo a coisa mais certa, mas temos que evoluir com o tempo, tendo a consciência de que a marcha evolutiva caminha ininterrupta e não podemos ser juízes de cada decisão tomada porque optar por não ser mãe é um caminho que não pode ser tachado como fato negativo; estamos num mundo em evolução e não deixarão de ser grandes mulheres aquelas que não forem mães, pois, talvez, a estas foi reservado o cumprimento em prol da humanidade de uma outra maneira. Enfim, ser mulher é ser altiva, otimista, alegre e confiante em si, com a sabedoria do passado inserida na maturidade do presente sem perder jamais a graciosidade e melodia que cada ser feminino tem em si.

A mulher que sabe ser mulher é um ser especial. Há mulheres que têm que se desdobrar em muitas para dar conta de tudo: ser mãe, filha, esposa, feminina, organizar seu lar, fazer compras, pagamentos, decidir o que vai fazer de comida, trabalhar fora e à noite, estar cheirosa e com um sorriso para receber seu marido.

As mulheres racionalistas cristãs têm uma enorme responsabilidade porque ela sabe que depende dela a educação dos filhos e a harmonia do lar. Muitas delas são médiuns e presidentes em casas racionalistas cristãs e depois de um dia cheio, ainda precisam de algum tempo para se recolher, se preparar espiritualmente para servir de instrumentos às Forças Superiores. Ainda assim, elas são lindas!

O universo feminino é muito radiante! Cabelos, unhas, depilação, cremes para o corpo, para as mãos, para o rosto, pulseirinhas, anéis, roupinhas com lacinhos, chapéu, enfim, tudo diferente a cada dia.

Muitas são as missões que lhes são confiadas e, parecendo tão frágeis, são tão fortes.

São esses espíritos que escolheram um corpo feminino, carregando a grande responsabilidade da propagação da espécie humana, que dão a luz ao futuro. São eles as nossas mães, irmãs, filhas e companheiras da jornada que é a breve existência de cada encarnação no planeta Terra. Tornam-se a força, a inspiração, a fonte de convicção e luta para os Homens do futuro.

Resumindo:

Então, para finalizar nossas homenagens ao Universo Feminino, acrescentamos que poucas coisas são tão honrosas e dignificantes quanto o papel da mulher no cenário universal. A sua importância, que avulta num primeiro instante como receptáculo, portador e principal responsável pela geração e desenvolvimento da vida em toda a plenitude permitida pela Inteligência Universal.

Num segundo momento lhe cabe a condução, orientação e fortalecimento do produto maturado por obra do amor, esse atributo que une os seres na mais sublimada concepção da Força Criadora.

Esse olhar se estende e se desenvolve entre os seres da natureza.

Seja em que quadrante for é a fêmea, a mulher, em sua infinita magnitude a mais digna e mais valorosa responsável pela perpetuação das espécies.

Respeitando a atualidade, como em todos os tempos, assistimos a evolução transcendental da mulher nas mais diversas frentes de atividades, como contributo ao progresso planetário. E não tem sido diferente no plano da espiritualidade.

A história nos mostra um verdadeiro exército de bravas mulheres que alcançaram pela bondade, pelo valor, pelo amor às mais diversas causas humanitárias, a ascensão máxima no âmbito material e no plano espiritual.

No Racionalismo Cristão temos nesta fase contemporânea inúmeros exemplos de grandes mulheres, como tivemos no passado figuras esplendorosas do quilate de Maria Thomazia, Maria Cottas, de Maria Oliveira, e de tantas outras Marias que se perdem no anonimato por exemplar humildade. Entre essas podemos citar Etelvina dos Santos Pinto, uma portuguesa que atravessou o Atlântico para ser corresponsável pelo estabelecimento do Racionalismo Cristão, na longínqua cidade de Belém, no Estado do Pará.

A todas essas mulheres, às mulheres índias, às mulheres da cidade, às mulheres do sertão, de todas as cores e de todas as etnias, a nossa homenagem que será sempre menor do que o seu imenso merecimento.

E como a sombra de uma árvore frondosa, a mulher dá a quem dela precisa, o frescor da vida.

Fontes consultadas:
Folhas esparsas, Maria Cottas
A luta do Bem contra o Mal, Umbelina Maria dos Santos
Valorize sua vida, Olga B. C. de Almeida

Março 2012

 

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