
O sentimento de insegurança relativo à morte
Ana Paula Oliveira
O mundo Terra classifica-se como um mundo-escola, um laboratório, uma
oficina de trabalho, onde o espírito se esmera, ou deveria esmerar-se
na apuração das suas qualidades espirituais latentes. Luiz de Souza.
A morte não interrompe a vida
O espírito encarna para promover a sua espiritualidade numa busca
constante do seu equilíbrio, e todas as experiências por que tem que
passar, apenas servem para o tornar um ser livre, inteligente,
natural e independente.
Quanto maior for o seu discernimento no saber escolher os vários
caminhos que enfrenta, maior será a sua evolução na espiritualidade,
porque trilha o caminho harmonioso das leis universais, e estas são
naturais e imutáveis.
As lições e experiências de uma encarnação passam a integrar o
acervo espiritual do indivíduo, somando-se às das encarnações
anteriores, com o que o seu patrimônio espiritual fica enriquecido e
alguma evolução é alcançada. É o pleno reconhecimento de que as reencarnações
se sucedem para o espírito, como uma lei inviolável da vida, que faz com que
a criatura humana melhor conceba a ideia real da sua imortalidade, como espírito.
Luiz de Souza. A morte não interrompe a vida
Assim a sua proximidade com as Forças Superiores, torna-o um ser
sensível a tudo o que o rodeia, sintonizando um majestoso bem estar de
plenitude quando atua.
Nada o faz temer e de nada tem medo, pois está convicto da sua real
posição no mundo como pequena partícula de inteligência pertencente a
uma inteligência maior de vida do Universo. Com este sentimento convicto e de
desapego procura enquadrar-se, tomando parte de si como ser individual e coletivo,
e facilmente se integra em tudo, duma forma serena.
Que a morte não interrompe a vida, têm absoluta certeza os que se
dedicam ao estudo do espiritualismo, não só pelas evidências
resultantes desse estudo, como pela lógica dos fatos relacionados com
o cumprimento das leis naturais, eternas e imutáveis, entre as quais
se destaca a da evolução. Luiz de Souza. A morte não interrompe a vida
Quando falamos na morte e mesmo sabendo que a morte não interrompe a
vida, existe um sentimento associado a esta passagem que debilita mais
ou menos intensamente cada um, e isto se verifica porque somos
simplesmente seres humanos, caminhantes errantes e inseguros à procura
da verdade.
Embora a evolução espiritual seja individual em cada um, o fato é
que quanto mais próximos estivermos da perfeição maior será a abertura
para penetrar e compreender a totalidade da verdadeira essência da morte.
A perfeição no ser torna-o de uma leveza e transparência, não teme a
verdade e por isso nada o assusta, nem mesmo o desconhecido,
transporta consigo a serenidade, a calma, e a verdadeira liberdade do
ser... por isso o seu desapego à matéria é visível.
Contudo, somos seres fundamentalmente espirituais, mas ainda
acorrentados a um corpo físico, parte integrante de um processo
evolutivo que se encontra também associado à dor e ao sofrimento
físico e psíquico e isso permite que desde logo sentimentos de medo,
insegurança, saudade e o sentimento de perda nos confronte e assuste.
Existe uma espécie de nostalgia em abandonar tudo que nos rodeia,
família, amigos e tudo mais... mas estes sentimentos logo se
desvanecem, pois uma alma verdadeiramente esclarecida da vida
espiritual consegue transcender esta etapa com maior facilidade
porque se encontra em sintonia com as leis universais e aceita com
desprendimento a sua transformação, desmaterializando-se de tudo e
também do seu corpo físico, seguindo o seu derradeiro caminho no
encontro com a luz.
Abril 2010
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