
Sensibilidade emocional
Márcia Henriques, Silvano Domingues, Ely Ramos, Francisco da Cruz Évora, Soraya
Alves, Maria Cristina Silva Pereira
A sensibilidade é a capacidade de sentir, de perceber. Esse sentimento aflora
quando observamos seres voltados para ações de ajuda humanitária, amparo ao
próximo necessitado. Percebemos também a sensibilidade emocional nos atores e
atrizes. Eles conseguem, através de seus personagens, revelar grandes emoções
tanto negativas, quanto positivas. Muitas vezes deixam transparecer visível
exaustão ao término das gravações causada pelas energias perdidas,
principalmente em se tratando de vilões com alto grau de crueldade.
Onde se percebe maior grau de sensibilidade é naqueles que possuem o dom da
mediunidade capazes de captar, através de vibrações sutis, o mundo invisível.
Entretanto, essa sensibilidade precisa ser dosada com rigor. Dependendo do
emissor e da frequência com que é emitida pode causar danos ao receptor, em
consequência da grande sensibilidade já adquirida.
Até uma conversa em voz alta pode abalar a sensibilidade de uma pessoa. Esse é o
lado negativo da alta sensibilidade. A parte positiva reside nas pessoas que
conseguem dosar a sensibilidade na medida certa, e podem, assim, analisar os
fatos com maior percepção e acerto, principalmente quando exercida para o bem.
Muitas pessoas são sensíveis a ponto de não saber receber um não, e se melindram
com facilidade. Não gostam de ser chamadas à atenção por erro cometido e se
magoam quando alguém as repreende. Nesse caso, soma-se a sensibilidade à falta
de humildade, uma combinação que gera desequilíbrio espiritual e nada soma no
contexto da evolução do espírito.
Há também quem tenha dificuldade em controlar emoções e reações. São pessoas
impulsivas. Se algo as contraria elas retrucam sem antes refletir, pois naquele
momento o que importa e provar que está com a razão, ficando a remoer por muito
tempo um acontecimento e muitas até se fazem de vitimas para inverter a situação
a seu favor.
Esse, também, é um caminho aberto ao desequilíbrio espiritual. Quem age assim,
sempre terá problemas em manter relacionamentos estáveis, conquistar amizades,
pois sofrem com as mudanças frequentes de humor e sua sensibilidade desenfreada
manifesta impulsividade que poderá lhe causar sérios problemas.
Pinheiro Guedes, disse que "é por essa faculdade - inteligência, que supõe
consciência, ou sentido, do nosso interior e do nosso exterior que nós
apreciamos e diferenciamos as impressões que nos vêm do diversificado feixe
energético do mundo externo, daquelas que se originam e surgem ou despertam no
nosso foro íntimo, sem nenhuma provocação estranha; e as designamos: aquelas,
com o nome de sensações; estas, com o de emoções. As primeiras, nos chegam por
intermédio dos órgãos dos sentidos; as segundas, são filhas genuínas de nossa
alma, fruto de partenogênese".
Diz um outro autor, (Augusto Saraiva), que "a vontade pode agir sobre a nossa
emotividade: moderá-la, orientá-la e, no limite, eliminá-la. Por que modo?
Simplesmente, vigiando e exercendo energia governante sobre as nossas reações.
Esse atributo do espírito, a sensibilidade, é utilizado por ele para sentir as
correntes vibratórias do meio ambiente. Como há correntes vibratórias positivas
e negativas cruzando o espaço o tempo todo, é necessário utilizar-se da
sensibilidade para perceber quais são favoráveis ou desfavoráveis à evolução
espiritual. Afinal, os seres se identificam e se irmanam pela afinidade de
sentimentos. Assim, o espírito precisa se conhecer como Força que é, fazer uma
analise sobre o maior ou menor desenvolvimento de seus atributos e buscar formas
de aprimorá-los.
Com a sensibilidade não é diferente. É com ela que o espírito pode perceber a
verdade que há por trás das aparências.
A sensibilidade emocional caminha de mãos dadas com os fatores positivos e
negativos. Acreditamos, pois, não haver - digamos assim - um termômetro que
possa detectar em que grau se situa um fator ou outro; tudo vai depender do
estado da alma, do conhecer-se a si próprio para saber agir. Um abalo forte
oriundo de situações tristes ou felizes vai afetar, consideravelmente, a
sensibilidade emocional do ser que não souber raciocinar. Em amplitude pode
levar a criatura à depressão e, inclusive, à desencarnação se não houver um
controle dos sentimentos, onde o pensamento bem direcionado deve ser posto em
ação.
De um instante para outro o ser pode "perder o equilíbrio, se descontrolar" e
permitir que a sua sensibilidade emocional se deixe levar à vias de fato ,
cegando à razão, colaborando para desfechos pouco satisfatórios.
O raciocínio deve sobrepor-se como a mola mestra diante de qualquer
acontecimento. Uma grande alegria, também, pode abalar a sensibilidade emocional
de uma pessoa, levando-a ao estado de exasperação; portanto devemos nos conduzir
na vida, procurando colaborar conosco mesmo e com nosso semelhante. Não podemos
ser os donos da verdade. Precisamos ser coerentes e ouvir, da mesma forma que
desejamos ser ouvidos, sem ultrapassar os limites da razão, tendo os pés bem
firmes no chão, analisando cada situação que se nos apresente, sem nos deixarmos
arrastar à vala, afetando nossa sensibilidade emocional.
É preciso ter auto confiança, manter límpida a consciência, na certeza do dever
cumprido, deixando a culpa por conta de quem comete os erros, as ofensas, as
acusações e não nos sobrecarregar de erros que podemos evitar. Não ficar
buscando motivos sem causa, perdendo o tempo que devemos dedicar ao estudo e
aprimoramento do raciocínio que nos proporcionarão maior crescimento espiritual.
Saber viver e controlar os impulsos não é tarefa tão complicada, mas requer
atenção e estudo constante, para não perdermos as rédeas do que nos motiva e
cerca. E a oportunidade ímpar que traz felicidade e paz está na nossa capacidade
de absorver os ensinamentos que nos oferece o Racionalismo Cristão, que tudo
explica e orienta. Quantos seres perambulam desnorteados por serem extremamente
sensíveis e muitas vezes ter a sensibilidade mediúnica mais aflorada sem que
entendam o que seja o Racionalismo Cristão, doutrina que conforta a todos que a
ela chegam, absorvendo seus ensinamentos. Nos aspectos que dissertamos aqui, a
sensibilidade emocional, se for bem controlada e dirigida, vai nos proporcionar
uma vida bem mais sadia e tranquila, contribuindo para o cumprimento dos nossos
deveres.
Conclui-se, então, que o uso adequado da sensibilidade é ferramenta útil para o
espírito colocar o raciocínio e o pensamento lógico em prática. Essa atitude
aliada ao bom uso do livre-arbítrio, permitirá ao nosso espírito tomar decisões
corretas, com vista ao nosso bem estar e daqueles que estão a nossa volta.
Finalizamos, citando uma emoção positiva, repleta de valor e sabedoria: O AMOR.
Abril 2012
Página Principal da Gazeta | Página anterior
Gazeta do Racionalismo Cristão - Uma filosofia para o nosso tempo |