Quando há inteligência

Ely Ramos

Quando há inteligência, há fácil assimilação e compreensão das coisas. Maria Cottas

Às vezes nos questionamos: Por que uma hora tudo parece tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil? Por que é tão simples estender as mãos e, às vezes, tão complicado abrir o coração? Por que é tão fácil dar conselhos e tão difícil colocá-los em prática quando os recebemos de alguém? Por que é tão fácil levar uma palavra de ânimo e tão difícil aceitar um revés que nos sobrevém, com cabeça erguida e olhar adiante?

O que falta, na realidade, é aprendermos a construir nosso hoje, pois o amanhã depende desta construção. Aprender a ponderar, sem se esquecer de que o sol queima se ficarmos expostos a ele por muito tempo.

Aprender a se importar com as reações de nossas ações e não dar importância ao que as pessoas possam pensar de nós; o que importa é o que nós estamos fazendo por nossa evolução espiritual.

Não importa quão boa seja uma pessoa, ela pode sim, nos ferir de vez em quando ao contrariar nosso ponto de vista, e precisamos compreender isso, pois somos todos espíritos de categorias diferentes encarnados neste mundo Terra processando nossa evolução espiritual e buscando o mesmo objetivo, mas nem todos somos iguais.

Aprender neste mundo-escola que falar pode aliviar nossas dores emocionais, mas sem nos esquecermos de pensar no que diremos, pois a palavra tem força e pode ferir nosso semelhante.

Descobrir que se levam anos para se construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la com a deslealdade e ingratidão.

Pensar cuidadosamente e não tomar decisão no calor das emoções, mas pensar muito antes de agir, pois de tudo que fizermos sem pensar fatalmente nos arrependeremos pelo resto de nossas vidas, mas o que está feito não volta atrás.

Aprender que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias e que quando um amigo chorar em nossos ombros, nem sempre é de concordância que ele precisa, mas de uma sacudida que muitas vezes leva a reagir à realidade adormecida pelo sofrimento hora vivenciado. Pois o que importa não é o que nós temos na vida, mas quem temos na vida.

Aprender que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, que são livres para ir e vir, que não têm que ser iguais a nós.

Aproveitar o tempo, pois este é um tesouro precioso; coisas e pessoas com quem vivenciamos e que mais amamos tudo que desejam é nosso carinho, respeito e atenção. Por isso sempre devemos dispensar palavras amorosas às pessoas que amamos.

Aprender que as circunstâncias e os ambientes podem até ter influência sobre nós, mas somos responsáveis por nossas ações e não adianta culpar a ninguém por nossos fracassos.

O alívio que receberemos após a compreensão de todas estas realidades é demonstração de que a comoção inicial se faz necessária e às vezes visam a soluções e não a danos.

Assim funciona as Lei de causa e efeito e por isso quase sempre, no campo dos sofrimentos humanos, se faz necessário experimentar a dor para se valorizar definitivamente a vitória, a alegria, a paz e o amor. Nunca se esquecer de que o amor age sempre ao nosso favor.

(A autora é militante da Filial Petrópolis do RC - dezembro 2011)

 

Página Principal da Gazeta  | Página anterior

Gazeta do Racionalismo Cristão - Uma filosofia para o nosso tempo