
Criança ou adolescente? Uma metamorfose!
Soraya Cristhina, Ely Ramos e Adriana Mara
Precisamos estar atentas a todas as fases da vida de nossos filhos, pois cada
uma delas requer um tipo de atenção especial.
Neste momento pretendemos falar de crianças em idade da
pré-adolescência, uma fase tão delicada e ao mesmo tempo tão bonita e
muito importante. Todos lembramos bem desta fase de nossas vidas, não é mesmo?
Muitos se lembram com alegria, outros nem tanto, mas todos têm
recordações desta que é uma fase marcante quando acontecem muitas
coisas pelas primeiras vezes que marcam para o resto da vida terrena.
A partir do momento em que nossos filhos tornam-se jovens, começam as
necessidades de inúmeras coisas e, muitas vezes, nossos jovens rejeitam
a nossa presença, como mães. Isso, à principio, nos assusta, pois, até
então, nós dedicamos 24 horas por dia àquela criaturinha que está
crescendo bem debaixo de nossos olhos, tornando-se independente, e
nosso dever não é segurá-la para sempre, mas soltá-la bem
devagarinho, liberando responsabilidades com sabedoria e carinho,
transmitindo-lhe segurança para que possa sair do ninho e voar com
suas próprias asas.
Claro que não devemos e nem podemos soltar por completo, é preciso
serenidade, temos obrigação de acreditar nele, ele precisa de nossa
confiança para sentir-se seguro de que está no caminho certo.
Dizer NÃO com firmeza e segurança também é um gesto de amor, mesmo que
isso nos custe redução de sorrisos, beijos e carinhos que estamos
costumados a trocar com ele, quando criança.
Normalmente entre as idades de 11 a 14 anos nas meninas e de 12 aos 15
nos meninos, seu comportamento muda, assim como seu corpo e todo seu interior.
O período de pré-adolescência começa no início da puberdade sendo
variável de acordo com cada criança, muitas ainda confusas, ora
querem ser crianças ora cobram ser tratados como jovens.
A adolescência tem dois lados, a família e as amizades, o lar e a rua,
e precisamos estar atentos a estes dois lados que marcam a
personalidade de nossos filhos adolescentes.
Precisamos ensiná-los que existe uma diferença muito grande entre
amigos e colegas e que seus melhores amigos sempre serão seus pais.
Cada jovem é diferente um do outro, cada qual com sua individualidade. É responsabilidade
dos adultos ter esta percepção para saber lidar
com a juventude, um período de grandes transformações físicas,
hormonais, de hábitos e de valores que circundam a vida do jovem.
Os ensinamentos prodigalizados pelo Racionalismo Cristão são de suma
importância para o jovem e seus responsáveis, que diante dos impasses
e questões que envolvam a moralidade, a intelectualidade e a
espiritualidade, sejam resolvidas, esclarecidas e dirimidas através de
um diálogo salutar, franco e amigo.
Lidar com a pré-adolescência não é tarefa fácil, mas também não é
impossível. As nossas, até então criancinhas, estão crescendo e tudo
que lhes rodeia chama-lhes mais ainda a atenção.
Os questionamentos vão ficando cada vez maiores, assim como as
exigências, as dificuldades de aceitarem um NÃO, aumenta
frequentemente. A nossa mente como mães fervilha buscando maneiras de
lidar para que a educação não resvale numa corda bamba! E várias
vezes nos perguntamos: se temos os magníficos princípios do
Racionalismo Cristão, se procuramos estar sempre dentro da disciplina,
por que meu filho(a) é por vezes tão tinhoso(a), tão rebelde? O que
está faltando?
Mas se buscarmos no âmago da nossa alma, encontraremos a resposta de que
existem as vidas pretéritas e teremos sempre que trazer à tona o fato
de que tendências vieram lá de trás "junto" a este espírito que nos
escolheu para ajudarmos a lhe encaminhar. Precisamos partir do
ponto em que, sutilmente, se perceba no dia-a-dia as boas aptidões,
para serem valorizadas e incentivadas e que se perceba principalmente
as atitudes que necessitam ser corrigidas. O diálogo constante é
necessário mesmo que para estes jovenzinhos seja cansativo - "mãe,
você repete isso todo dia!" -, é assim mesmo que eles nos respondem. Mas não tem
problema, pois é um bom sinal de que algo está se fixando.
"FALAR ÀS CRIANCAS É GRAVAR EM MÁRMORE", conhecemos bem esta linda e
forte frase e somente assim, com muita disciplina, muita conversa
muito carinho é que vamos chegar a um denominador comum!
O mundo do lado de fora das portas de nossos lares é, ainda, muito
complicado, duro e cruel. Nossos pequenos pré-adolescentes vão passar
pelas mesmas avaliações que algum tempo atrás todos nós vivenciamos.
Serão testados dia a dia, pois estarão convivendo com toda a mistura
que se encontra no nosso plano evolutivo, com todos os prazeres que
lhes serão oferecidos pelo mundo-escola chamado Terra, mas, se doamos
o melhor que podemos a estes espíritos que nos escolheram, não
teremos dúvidas de que a semente está plantada e, mesmo na
turbulência do viver terreno, faremos sempre a diferença, pois seres
esclarecidos, que levam uma vida de acordo com os ditames
espiritualistas que recebemos graciosamente do Racionalismo Cristão,
são seres mais claros, mais luminosos. E as nossas próprias crianças,
já, então, pré-adolescentes vão, pouco a pouco, aprendendo a lidar com
tudo que lhes é apresentado.
Há espíritos mais difíceis de "moldarmos". Com estes temos que ter pulso forte, não
com imposições, mas com o
dobro das estratégias anteriormente mencionadas; estes pequenos mas, muitas
vezes, milenares espíritos apostaram em cada pai e mãe que escolheram e
vão querer "colocar suas manguinhas de fora" para tentar nos mostrar,
nesta fase em que vivem tantas descobertas, que já são adultos, que
sabem mais do que os seus pais e mestres, que podem tudo, enfim, que
são os mais fortes, que nem precisam mais tanto assim de nós, acham
que podem até ir sozinhos aqui e acolá, mas a nossa vigilância
constante deve imperar nesta hora, uma vigilância discreta, que não
"roube" também a liberdade dos nossos "pequenos" e no decorrer da
vidinha deles o livre-arbítrio vai cada vez mais chamando-os à razão
para bons caminhos e decisões ou para estradas tortuosas, estas
últimas que nem nos imaginamos em trazer aos nossos pensamentos!
QUERER é PODER e, se na vida adulta destes pequenos seres, que nos
tomaram emprestados por uma parte dos seus viveres, eles não tomarem a
trilha mais acertada, saberemos que fomos conscientes do bem-querer e
da boa educação e que a nossa parte foi feita e ali, naquele espírito,
cada vez mais estão registrados os ensinamentos espiritualistas que lhes
foram ministrados. Infelizmente, em alguns casos, somente as idas e vindas
ao mundo Terra vão trazer amadurecimento espiritual.
Enfim, nossos jovenzinhos, que podem usufruir dos maravilhosos
ensinamentos do Racionalismo Cristão, são seres privilegiados,
assim como nós, que podemos fazer uso desta boa ferramenta para
lidar com estas crianças/adolescentes, já quase crescidas.
Março 2012
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