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Aprendizado nas esferas de ação

Carlos Alberto A. Yates

Todas as tarefas que se executam, quer no mundo terra quer no espaço superior, estão atidas à esfera de ação correspondente ao alcance construtivo de cada espírito, e enquadram-se exatamente no que foi traçado no mundo de origem deste.

A programação de nossa vida em linhas mestras de acontecimentos que poderão vir de encontro à nossa rota, obedecem a sistemática do aprender, do fazer e também do sofrer.

Para aprender desenvolvemos a arte de querer fazer algo, pois isto nos obriga inapelavelmente a buscarmos conteúdo elucidativo acerca do que nos propomos a realizar a fim de corrermos o menor risco de falharmos.

Invariavelmente, quando bem cumprida a missão, faremos a execução de tarefas, inerentes ao nosso preparo efetuado em nosso mundo de estágio, na nossa esfera de ação, que servirá a um determinado grupo de pessoas, ou comunidades que, com a necessidade que sanamos com o desempenho de nossa função, passam a ter em seu meio quem lhes forneça pronta a tarefa cuja especialidade dominamos.

Somos aproveitados em nossas experiências e aptidões por espíritos de hierarquias mais evoluídas, para desenvolver, aqui na terra, tarefas cujos labores foram detectados aqui como deficitários, pelos planos superiores, que por sua maior evolução tem uma visão futura muito mais profunda do que nós, muito embora seja em plano astral que analisamos e acordamos com a missão a nos ser confiada.

Com o progresso, embora lento da terra, e o aparecimento das ciências e tecnologias, houve a possibilidade de reencarnar aqui, espíritos que utilizavam o pouco já existente para alavancarem maior progresso para todos, permitindo que outros de menor evolução aqui viessem cumprir os seus deveres também, porque já não necessitavam das dificuldades porque passaram os primeiros reencarnantes.

Já o sofrer reveste-se de um caráter recuperativo individual, onde só poderemos ter gravado no nosso espírito a certeza de não mais cometermos erros graves contra o nosso semelhante, a partir de sofrermos abnegadamente com juros o que infrigimos à outrem.

Mas mesmo neste sofrer, que é estritamente pessoal, interfere, participa, assim como no aprender e no fazer, outros espíritos.. Podemos dizer que há fluxo de realizações, aprendizado e sofrimento do nosso eu para com todos os demais sêres com quem interagimos no desenrolar de nossas atribuições, incluindo também neste relacionamento os espíritos de superiores categorias. Também há um refluxo de todos estes, envolvidos conosco na realização da nossa missão, de atos e vibrações em direção à nossa pessoa.

Trabalhamos por nós e para os outros, estudamos por nós para servir também aos outros, e sofremos para que a partir disto seja possível nossa reeducação, e possamos cumprir com cada vez maior fidedgnidade nossos deveres ante todos, sejam estes de maior ou menor evolução.

O sofrimento torna-se ameno à medida que o espírito esforçadamente penetra em hierarquias de maior grau evolutivo. Já o saber e o fazer tem, neste avanço inexorável, multiplicado em muito a sua capacidade, pois a força espiritual de que somos dotados começa a revelar-se à medida que refulge com maior intensidade o idealismo, a inteligência e o bem querer por todas as criaturas vivas deste universo. Isto é algo lógico, porque um espírito que ainda tem certas imperfeições, não pode ter grandes conhecimentos e poderes pois deles poderia ainda fazer mal uso. Mesmo no espaço superior a Inteligência Universal só nos delegará parte de seu poder paulatinamente, para aprendermos mais e fazermos mais, a medida que nos afastarmos de uma visão egoística e imediatista da vida.

Então através do fazer e do aprender na nossa esfera de ação, exercitamos todas as nossas faculdades, com ênfase no querer ; querer vencer os obstáculos, traduzidos muitas vezes em sofrimentos. E com atividade racional e quase ininterrupta, concretizamos o que nos é afeito pelo direito de estarmos em determinado lugar, desemcumbindo-nos de uma tarefa, muitas vezes difícil, mas a que fizemos jus pelo nosso progresso e confiança depositados em nós pela plêiade Superior.

Como somos força agindo dentro ( sob a orientação ) de outras mais evoluídas, e englobando ( coordenando ) outras menos evoluídas, prestaremos indefinidamente, serviço à hierarquias superiores, que é o poder fragmentado nas diversas esferas de ação, cada vez menos abrangente na direção da primeira faixa hierárquica, do supremo poder e conhecimento da Inteligência Universal. Procuraremos traduzir sempre, em nossa esfera de ação, a vontade de sêres superiores, que conjuntamente conosco, traçarão rumos de atividades que vissem sempre o progresso de todos, dando vazão a necessidade suprema da vida que é a evolução.

Janeiro de 2007

 

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