
Ouvindo Luiz de Mattos
Mori Mitre
Há seres que têm a capacidade aguda de dizer a verdade de forma definitiva, já que ela, a verdade, é uma definição, final, cabal.
Dizem o que pensam, mas sem o compromisso com opiniões diversas de terceiros, e principalmente objetivando o cerne, o alvo das questões. A vida passa e o tempo vai ficando curto para panos quentes e maleabilidades em favor de inconsistências verbais e escritas. Vivemos um tempo do vale tudo, onde todos são tudo, ou assim imaginam.
Alguns têm a razão como guia, em meio a tantos outros que sem qualquer razão querem guiar.
Luiz de Mattos foi um destes seres. Acutíssimo em sua palavra, calorosa a julgar pelos verbos e adjetivos que empregava.
Dá para imaginá-lo numa doutrinação ao vivo. Uma flecha, sem dúvida. E agora, lendo o artigo publicado pela A Razão, onde ele retrata em tom maior os fatos políticos e sociais do seu tempo, podemos concluir que dos tempos da caverna onde os nossos ancestrais brigavam por um naco de carne a pedradas dadas em defesa de sua íntima sustentação, até os atuais e digitais dias, realmente nada mudou na alma humana.
A luta continua ferrenha e é assim que o planeta se depura e dentro dele seus personagens teatralizando a própria cena sob luzes diversas, interesses às vezes inconfessáveis, mas certamente numa rota
definitiva rumo ao foco propulsor, onde tudo se equipara e se realiza, já que ali a essência do real é o combustível natural para o progresso, que queima diuturnamente transformando, purificando, realizando a grande obra universal.
O Racionalismo Cristão abre um clareira na densidade deste plano mediano chamado Terra e consegue situar claramente erro e acerto, mais ainda: indicando os meios para uma existência inteligente, racional.
Portanto, busquemos nossa melhor forma de navegar nesta maré adversa, sabendo claramente
que milhas à frente teremos o mar calmo do conhecimento e da evolução.
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