Curando a obsessão

Luiz de Mattos

A obsessão não é uma enfermidade física, ela tem origem no espírito. A obsessão é uma enfermidade psíquica e, como tal, precisa ser curada psiquicamente. Quando a criatura chega ao estado de obsessão, o dever daqueles que estão encarregados de zelar por ela, é procurarem esclarecer-se para poderem curá-la psiquicamente, e assim poderem dar a esse espírito enfraquecido e avassalado aquilo de que ele carece para reagir e voltar à normalidade. De acordo com o tempo de obsessão, ela pode ser curada rápida ou demoradamente, pois o enfermo, após as Limpezas Psíquicas fica livre dos obsessores, mas quando a obsessão é já de muito tempo, torna-se ainda mais viciado, pelos hábitos adquiridos na obsessão, e para corrigi-lo é preciso energia, é preciso constância, é preciso, pois, esclarecimento racional e científico, a fim de se conseguir o êxito desejado.

Há muitas criaturas que chegam ao avassalamento por ignorância, por fraqueza de vontade, por falta de orientação espiritual. Essas criaturas são facilmente curadas, porque, assim que o seu espírito se esclarece, assim que se fortifica, começa a reagir, cai em si mais facilmente. Há outras criaturas, porém, que se deixam avassalar, por possuírem pensamentos maus, cheios de ódio e de inveja: essas são mais rebeldes à cura, por serem mais violentas, a sua educação espiritual é mais lenta.

Nesta Casa têm-se feito muitas curas de obsedados, que hoje se sentem felizes e completamente normalizados. Mas aqueles que os submeteram ao nosso tratamento psíquico souberam usar da força espiritual, tiveram constância, foram enérgicos e perspicazes.

É preciso não se esquecerem de que para curar um obsedado não se deve condescender com ele; é preciso ser justo e compreender quando precisa usar de energia. Há criaturas que condescendem demais com os obsedados, há criaturas que têm receio de irritar o obsedado. Não devem de fato irritá-lo, mas corrigir o obsedado é dever de quem dele cuida; corrigi-los cristãmente, corrigi-lo com energia, mas sem irritá-lo, sem revolta, sem impaciência. Uma energia calma e serena obriga o obsedado a obedecer, sem se irritar. Não é gritando, nem batendo, nem aplicando castigos que se consegue normalizar um obsedado. É preciso ação psíquica, é preciso ação fluídica, é preciso boa irradiação do pensamento, é preciso energia física e espiritual que o obrigue a se conter e a respeitar aqueles que dele tratam.

Aprenda-se, pois, a curar os enfermos, psiquicamente, e todos se normalizarão a contento, para satisfação da família.

O Racionalismo Cristão deseja que as criaturas se esclareçam para justamente evitarem os avassalamentos, para que sejam fortes de espírito, para que saibam se conter, para que saibam lutar pela vida e vencer.

Dentro do Racionalismo Cristão tudo se explica e tudo é devidamente esclarecido. Os mistérios e os enigmas são para aqueles que têm prazer em viver na ignorância da vida fora da matéria ou em se divertir com a ignorância humana.

Dentro do Racionalismo Cristão não há mistérios nem dogmas, tudo é explicado racionalmente. Não se admitem a superstição, a dúvida e a incerteza que se encontram em muitos seres. A vida é real, e como real deve ser vivida. Criar um ambiente misterioso, cheio de fantasias, para nele permanecer, é produto da ignorância humana. A explicação racional que a nossa Doutrina dá a todos que procuram as suas Casas é acessível a todas as inteligências.

Não se devem alimentar dúvidas nem incertezas; aos espíritos deve-se falar com clareza, com sinceridade, deve se dizer sempre e sempre só a verdade. Alimentar a mentira, a ilusão a um espírito é alimentar a sua ignorância, é torná-lo um infeliz. Quanto mais certeza tem a criatura daquilo que é e do que deve ser, melhor para o espírito se locomover neste mundo, pois não viverá de ilusões, deixando-se enganar.

Terminar com a ignorância seria um bem para a humanidade. Mas não sendo possível por enquanto eliminá-la por completo, que possamos ao menos diminuí-la. Para diminuir a ignorância é preciso falar às criaturas com sinceridade, dizendo-lhes sempre a verdade, para que levantem o seu ânimo, fortifiquem a sua vontade, para que, enfim, possam caminhar com firmeza neste mundo.

Não queremos peditórios, esmolas e súplicas. Cada um deve ter confiança em si, certeza absoluta de que em si encontra a defesa para o seu espírito, a força de que necessita para caminhar e viver neste mundo.

Ninguém deve estar atido a milagres, porque o milagre e o sobrenatural são produtos da ignorância humana.

Todos devem ter convicção, confiança em si próprios para caminharem por seus pés e pensarem com a sua própria mente, sem dependerem da de terceiros. Caminhar assim, e caminhar convicto, é ter certeza de lutar e vencer. 

 

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